Prefeitura Municipal de Açucena

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Institucional

História

por Assessoria de Comunicação

30/12/2016 11:13

ASPECTOS HISTÓRICOS

Origem – Histórico:

Reporta-se ao ano de 1.824 a primeira “referência Oficial” que se conhece sobre o território do atual Município de AÇUCENA.
A 28 de janeiro de 1.824, sua Majestade Imperial D. Pedro I, ordenou a José Maciel da Costa a criação, por meio de Portaria, um Quartel de 80 (oitenta) praças, no lugar denominado Nack Nanuck (Naque Nanuque), ou Naque Velho.
A superfície desse quartel era de 7,200 há, e em 1910 ainda restavam peças do madeiramento das edificações. Não dispomos de documentos que ligam a história desse aldeamento a colonização de Travessão, hoje Açucena.
Por volta de 1.860, Pe. Leonardo Félix, vigário de Joanésia, desceu o Rio Santo Antônio, chefiando talvez uma pequena bandeira caçando ou andando a toa. O certo é que, chegando a uma praia situada entre (Nack NanucK) Naque Nanuque, celebrou o ofício de seu culto. Essa praia conserva, até hoje o nome de Praia da Missa.

Travessão

A denominação “Travessão” deve-se à existência de uma grande pedra que atravessa, na sua embarcadura, o Rio Santo Antônio, um dos muitos córregos que banham a localidade e que recebeu o também nome de Travessão. Naquele tempo, isto é, em 1.860, a localidade de Travessão nada mais era que um agrupamento de criminosos semilivres, refratários á ação da Justiça de Serra, Conceição de Itabira e que, nossas matas ermas guindaram fazendeiros, vivendo da caça abundante, da pesca do Rio Santo Antônio e de seus afluentes e da cultura de milho e feijão, mandioca e algodão, negociando com tropeiros em troca de sal.
Tinham abundância de comestíveis, mas miséria de manufatura.

O Distrito

A 15 de novembro de 1.901 foi instalado o distrito de Travessão de Guanhães, povoado até aquela época, assim como criado Conselho Distrital.

O Comércio

A primeira casa comercial foi fundada em 1.902, por Elizeu de Souza Lima, em sociedade com José de Alvarenga Andrade.
Por comércio entendi-se aqui a troca de toucinho proveniente do interior do distrito, por sal, tecidos ferragens e miudezas procedentes de Ouro Preto trazidos pelos tropeiros do Porto das Araras (Guanhães).

Primeira Família

As primeiras famílias de que se têm notícias, do então travessão de Guanhães eram: Martins de Morais, Pereira, Marques Viana, Alvarenga, Alves Souza Lima, Moreira e Barbosa etc.

Religião

A capela de Travessão de Guanhães passou a ser visitada mensalmente pelo terceiro vigário de Braúnas, Padre José Augusto de Silveira.

A Família Miranda

Antônio Alticiano de Miranda, chefe da família Miranda, homem culto, probo, diplomado, pertencente a uma das melhores famílias diamantinenses, chegou a Travessão de Guanhães em 16 de agosto de 1.910, acompanhado de sua esposa Dona Izabel Menezes de Miranda e seus quatro filhos dos quais o pequeno Edson, então despreocupada criança dezesseis anos estava fadada a ser o continuado da luta pelo povo de Travessão luta encerrada pelo pai logo que chegou a nova terra.
Totó como era apelidado, vinha de Guanhães a pedido do Coronel Getúlio de Carvalho que encaminhou para travessão de Guanhães como professor estadual, dono de uma cadeira, costume da época, com a incumbência de reforçar a política e o Partido dos Pelados e combater o Coronel José Caldeira Lott, Chefe do Partido dos Cabeludos, (Governo do Dr. João Pinheiro).
Dentre muitos melhoramentos conseguidos graças ás boas relações à vasta cultura e empreendimentos de Antônio Alticiano, iniciados a 22 de agosto de 1.910, destacaremos: a criação da segunda escola Pública feminina, instalação da escola Pública de Jequitibá de Guanhães (hoje Aramirim), instalação da Agência Postal, inauguração da linha Postal Travessão - Braúnas, criação de mais de uma escola Pública (a primeira subordinada ao Estado) em Travessão, construção da Igreja matriz de Nossa Senhora da Piedade na Praça principal do distrito, obtenção de policiamento representado por uma diligência permanente, constituído por um cabo e dois soldados, abertura de estradas carroçáveis em várias direções.
Antônio Alticiano faleceu em 16 de março de 1.928 aos 56 anos de idade.

Início do Ensino em Travessão

No ano de 1.910, em agosto, foram instaladas na sede de Travessão de Guanhães, a escola estadual masculina regida pelo professor Totó e feminina municipal, dirigida pela senhorita Maristela de Miranda, sua filha. Quando aqui chegou a família Miranda, havia uma escola particular de Maria José Gomes pena, de tradição diamantinense. A matrícula desse tempo era superior a 100 alunos. Os alunos admitidos eram de até 16 anos e se aceitava inclusão em qualquer época do ano.
Funcionava a escola diurna e havia também a noturna com grande freqüência de adulto e sem ônus para os mesmos. Totó foi sucedido por Vidim Rocha, professor de língua do Ginásio de Conceição do Serro, depois por Manoel Hemétrio de Morais, Joanita Rosa de Paiva e Maria de Alvarenga Morais. Maristela de Miranda foi sucedida por Carmelita de Assis Morais removida de Cubas.
Antônio Alticiano foi o pioneiro do ensino nesta região, desbravador anônimo, despretencição, mas entregues aos destinos desta terra, sem remuneração, mas pelo seu feitio popular, afeiçoado a civilização ao progresso e a elevação desta região, dando condições á execução dos planos políticos, religiosos, familiares e socais do velho Travessão.

E pouco tempo dominou o ambiente: movimentou a política municipal como vereador e como professor. Não era contada a vã cobiça que os inspirava, pois era homem de fé e implantou neste sertão admirável os primeiros clarões do ensino.

Travessão tem Novo Líder

Poucos dias após o falecimento de Antonio Alticiano um grupo de pessoas dirigiu-se à casa da família enlutada em visita de duplo sentido: expressar seus sentimentos á família atingida pelo dor e rogar a Edson de Miranda tomassem a seu cargo dirigir a vida pública de Travessão de Guanhães. Pois bem, tão logo Edson de Miranda assumiu o comando de sua gente, transmidou-se em titã, enfrentando como podia todos os problemas a um só tempo. E como. Distribuía comprimido de quinina aos atacados de malárias, adquiria bois para tração de matérias de construção e de estradas e, após uma semana de trabalho, abatia-os para consumo da população antes que o berne se lhe antecipasse.
No afã de amparar a lavoura celebrava contratos com os “tropeiros” idôneos, enxada às costas, ombro a ombro com os colonos promovia “mutirões” aqui chamados “campanhas”. Em suma as atividades de Edson de Miranda variavam de fazendeiro a colono, de comerciante a tropeiro, de chefe política a solicitador dativo, era como veterinário inspetor escolar, Juiz de Paz, delegado de polícia e conselheiro municipal e, mais tarde, como vereador e prefeito municipal de Guanhães.
É bom mencionar que Travessão de Guanhães naquela época fazia suas comunicações por tropas via Sta. Bárbara com Vitória e Rio de Janeiro.

Atuação de Edson de Miranda

No Ensino: Criou e instalou em 02 de maio de 1.936, as Escolas Reunidas “Edson de Miranda” de Travessão, isoladas até aquela data quando o Distrito já dispunha de cinco cadeiras mixtas, prosseguindo o ensino o seu progresso.
Em 28 de setembro de 1.944 foi criado o Grupo Escolar “Antonio Alticiano” sendo instalado a 20 de novembro do mesmo ano. Construiu com recursos próprios o prédio parra funcionamento das Escolas reunidas e, mais tarde do Grupo Escolar. Esse prédio foi cedido ao Estado gratuitamente, para funcionamento municipal.
Na Religião: O distrito de Travessão de Guanhães era assistido espiritualmente pelo vigário de Braúnas Padre Jose Augusto da Silveira. Edson de Miranda conseguiu do Exmº. Arcebispo de Diamantina, D. Serafim Gomes Jardim seu parente, a criação das Freguesias Eclesiástica de Nossa Senhora da Piedade de Travessão de Guanhães, pelo Decreto nº 01 de 10 de janeiro de 1.953, sendo solenemente instalada a 16 de abril do mesmo ano. Seu primeiro vigário e celebrante oficial da instalação foi o Revmº. Pare José Maria Pires, nomeado a 30 de janeiro e empossado naquela data. A freguesias compreendia o município com exceção da parte ferroviária que continuava em Governador Valadares.
Vila e Cidade: Conseguiu Edson de Miranda a elevação de Travessão de Guanhães à categoria de Vila de Travessão, com instalação a 1º de janeiro de 1.939, Lei nº 148 de 17/12/1938, na gestão do Prefeito Edson de Miranda, e sua elevação à categoria de Município, com denominação de AÇUCENA, tendo sido criado em 31/12/1943, pelo Decreto de Lei nº 1.058 no governo de Dr. Benedito Valadares Ribeiro.Foi instalado com grandes festas a 1º de janeiro de 1.944 tendo sido criado com 04 (quatro) distritos: Açucena (sede), Aramirim (antigo Jequitibá de Guanhães), Felicina (antigo São Felix) e Naque. A escolha do nome AÇUCENA teve sua origem no córrego de mesmo nome que banha a cidade e foi escolhido entre vários outros apresentados por ele. A prefeitura foi instalada em sua residência por falta de prédio.

Criação de Outros Distritos: No correr de seu desenvolvimento o município de foi enriquecido de mais 04 (quatro) distritos: Pedra Corrida, criado pela Lei Estadual nº 336, de 27/12/1948 e instalado a 05 de junho do ano seguinte, Gama, criado pela Lei Estadual nº 1.039 de 12/12/1953 e instalado a 17 de fevereiro do ano seguinte, Periquito e São Sebastião do Baixio, criados pela Lei Estadual nº 2.674 de 30/12/1962 e instalados em 1º de março de 1.963, Naque Nanuque criado pela Lei nº 8.285 de 08/10/1982 e instalado a 20 de abril de 1.986.

Atualidade: O município de Açucena é hoje constituído por 05 (cinco) distritos: Sede, Naque Nanuque, Aramirim, Felicina, Gama, e 16 (dezeseis) povoados e vilarejos: Coqueiros, São Francisco, São Pedro, Penha de Aramirim, São Mateus, Brejauba, Lagoa, Peroba, Pompeu, Quenta Sol, Mirante, Belo Monte, Água Preta, Córrego do Mato, Janúaria, Ruinha, Vaqueta. Ocupa uma área de 811.4973 km2, de território municipal com 720 m de altitude. Seu vasto território e servido pela BR. 381 com interseção da MG 758 há 34 KM da instalação da fábrica da CENIBRA.
O município de Açucena tem limite territorial com os seguintes municípios: Naque, Periquito, Governador Valadares, São Geraldo da Piedade, Santa Efigênia de Minas, Gonzaga, Guanhães, Braúnas, Joanésia, Mesquita e Belo Oriente.
Os municípios de Naque e Periquito juntamente com seus distritos foram emancipados no ano 1997 sendo desmembrados do município de Açucena no mesmo ano.
Conforme levantamento do IBGE no ano de 1997 a população de Açucena estimada em torno 11.332 habitantes, de acordo com o ultimo levantamento sua população é estimada em 11.455 habitantes, sendo 4.563 habitantes na zona urbana e 6.892 habitantes na zona rural, com isto podemos dizer que o município de Açucena e tipicamente rural. O município de Açucena foi elevado a Comarca no dia 16 de abril de 1.950, que hoje engloba os municípios de Periquito, Naque e Belo Oriente.
Situação do Município quando instalado: Havia o serviço de telefone feito por Edson de Miranda, Alvim Magalhães, Altino Teixeira e Teodósio Monteiro, com recursos próprios, para Ligações entre Jequitibá de Guanhães (Aramirim), Porto da Pedra, Naque a cidade de Mesquita e Joanésia.
Primeiros Melhoramentos no Município: Criação e instalação de escolas municipais: construção de prédios escolares na sede, e nos povoados de Naque Nanuque e São Francisco, construção de prédio para funcionamento da Coletoria Estadual, abertura de ruas, instalação do telégrafo, construção de prédio para funcionamento do Posto de Saúde, abertura de estradas Açucena – Naque, construções de pontes, aquisição do terreno denominado Córrego Alto, para proteção da nascente de água que serve a cidade.

Prefeitos do Município

1. Edson de Miranda - 1945 – 1950
- Foi substituído alguns meses por Antônio Ferreira dos Santos.

2. Edson de Assis Morais - 1951 – 1954

3. Cyro Siman - 1955 – 1958
- Não venceu o mandato, renunciando antes de seu vencimento. O Vice-Prefeito da época Jose de Magalhães Barbosa (José Barbosa), não querendo assumir o cargo foi ocupado pelo então Presidente da Câmara Edson de Miranda, que nele permanecendo em 1957 – 1958.

4. Edson de Assis Morais - 1959 – 1962

5. Edelson de Miranda - 1963 – 1966

6. Edson de Assis Morais - 1967 – 1970

7. José Menezes de Morais - 1971 – 1972

8. Siman José 1º Mandato - 1973 – 1976

9. José Assunção Alves - 1977 – 1980
- Entretanto não venceu o mandato, tendo sido pela Câmara Municipal caçado por denúncia improcedentes em agosto de 1979.

10. Antonio Martins da Costa - 1979 – 1982

11. Siman José 2º Mandato - 1983 – 1988

12. Geraldo Martins Godoy - 1989 – 1992

13. Valzer Geraldo Duarte - 1993 – 1996

14. Siman José - 1997 – 2000

15. Francisco de Assis - 2001 – 2004

16. Ademir José Siman - 2005 -2008

17 - Ademir José Siman - 2009-2012

18 - Darcira de Souza Pereira - 2013-2016

18 - Darcira de Souza Pereira - 2017-2020 - Atual

Poder Legislativo

A primeira Câmara Municipal do município de Açucena compunha-se de 07 (sete) vereadores, hoje o poder Legislativo Municipal e formado por 09 (nove) vereadores.

A Comarca do Município de Açucena: Pela Lei nº 336 de 27 de dezembro de 1.949 Poder Estadual criou a Comarca de Açucena, constituída do território do mesmo nome. A instalação deu-se em 16 de abril de 1.950, por força da Lei nº 3.268, de 27 de março de 1.950, era Prefeito Municipal da o Sr. Edson de Miranda. A Comarca de Açucena funcionou inteiramente, até a nomeação dos titulares, com o Sr. José Barbosa, (Juiz de Paz da época) e o Sr. Joaquim Rodrigues de Andrade, como Promotor de Justiça, o atual Juiz de Direito na Comarca é o Dr. Amaury Silva.

O primeiro Promotor de Justiça nomeado para a Comarca foi o Dr. Joaquim Celso de Andrade a atual promotora de Justiça é a Dra. Eliane Fernandes do Lago Corrêa. O primeiro advogado a atuar na Comarca foi o Dr. Élson de Miranda, atualmente os Drs. Carlos Gonzaga dos Reis, Agostinho Eustáquio da Silva, Amarildo Ferreira Martins e Dr. Moises Morais e vários outros advogados que prestação seus brilhantes serviços a esta comarca.

Os prédios para funcionamento da antiga cadeia e fórum foram construídos por Edson de Miranda, sendo o 2º cedido ao Estado. É bom registrar que as grades destinadas à antiga cadeia foram trazidas em lombo de burro.

Evolução do ensino no Município de Açucena

Em 1965 foi criado e instalado o Ginásio Comercial “Cor Unum” (Corações Unidos), graças aos trabalhos do então vigário da paróquia, padre Cornélio Paneratius Pouw. O referido ginásio particular foi extinto em 1976, com a criação de extensão de éries imediata na E.E. “Antônio Alticiano” para onde foram ransferidos os alunos e o arquivo.

Atualmente a cidade possui o 2º Grau Estadual, por transformação da Escola Municipal “Jorge Siman” de 2º Grau, criada em 1984.

Possui atualmente no município os seguintes estabelecimentos de ensinos 13 (treze) municipais, 06 (seis) estaduais e 01 (uma) particular.

Escolas do Município

Centro Educacional Gente Inocente - Sede

E.E. Antonio Alticiano - Sede

E.E. Dom Serafim - Gama

E.E. Cristiano Machado - Felicina

E.E. Odete Valadares - Aramirim

E.E. Naque Nanuque - Naque Nanuque

E.M. Penha de Aramirim - Penha de Aramirim

E.M. Geraldo Luiz do Nascimento - Sede

E.M. Anselmo Garito - Bom Sucesso

E.M. Said Farah - Ruinha

E.M. Coqueiro - Coqueiro

E.M. José Vicente Ferreira - Mirante

E.M. Dahir Siman - Bamburral

E.M. Vitor Amorim - Belo Monte

E.M. Padre Felix - Pompeu

E.M. Padre José Maria - São Mateus

E.M. São Francisco - São Francisco

E.M. Antonio Furbino - Água Preta

E.M. São Pedro - São Pedro

E.M.São Joaquim Boa Vista - Felicina

O ensino do município é jurisdicionado à 7ª Delegacia Regional de Ensino, de Governador Valadares, tendo uma inspetora escolar designada para supervisão e orientação das escolas Estaduais.



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